sábado, 21 de novembro de 2009

O esporte em Goiás tem que ser levado mais a sério!

É através desse meio de comunicação sério, que registro a minha total indignação diante da falta de interesse das nossas autoridades com o esporte goiano. A seleção goiana de futsal sub-17 conquistou um feito inédito para o futsal e o esporte goiano, ao vencer o campeonato nacional de seleções. É a primeira vez que uma equipe goiana é campeã nacional. Apesar disso, infelizmente não houve nenhum tipo de mobilização nem da Federação Goiana e nem do Governo estadual ou municipal. A imprensa goiana chegou a noticiar, mas de forma tímida e limitada. Estamos falando de garotos em época de vestibular, que tiveram que conciliar o esporte com os estudos, que trabalharam e se esforçaram para essa conquista, que se superaram, mas que infelizmente não viram seus esforços reconhecidos. Sinto-me envergonhada como mãe e cidadã, diante da indiferença das nossas autoridades em relação a algo que é tão importante como o esporte. É uma pena que seja dessa forma, e que esse tipo de comportamento contribua para que o esporte goiano continue marginalizado no cenário nacional.

Escrevi esse texto para Vilma Verônica, que enviou a um importante jornal de Goiânia. Resolvi publicar aqui na íntegra, pois além de eu ter sido o autor, compartilho de mesma opinão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

De olho no Brasil

O jornal diz que pessoas morreram.
Quantas foram afinal? Uma? Quatro? Será que faz diferença?
Parece que não mais. Estamos ficando imunes à violência.
É claro que ainda nos chocamos, que muitas vezes até choramos com uma morte. Mas esse tipo de comportamento é infelizmente cada vez mais raro.
O Brasil está em uma situação, já há algum tempo, bastante delicada. O que fazer?
Jogar uma bomba em cada favela! Claro que não. Essa é uma resposta horrível dos dois pontos de vista, o racional e o emocional. A frase "não se resolve o problema da violência com violência" é tão clichê quanto pertinente. Esse é o caminho errado.
E em caminhos errados, o Brasil é pentacampeão mundial!
Bolsa escola, bolsa família, invasões a morros... Tudo faz parte de um caminho errado. Não é só na violência que a situação está crítica. Mas em quase todos os setores da sociedade. O problema é que a violência está transbordando, está insustentável!
E todos esses problemas, principalmente o da violência, só podem ser resolvidos de uma única forma: Educação.
Somente uma reforma educacional nos moldes franceses poderia resgatar o Brasil da situação que se encontra.
Não importa que o país cresça, não importa que as coisas possam melhorar de uma forma ou de outra, nada vai mudar realmente se não houver uma mudança radical na educação.
É tão fácil ver isso. Então porque ninguém ainda o fez?
Por vários motivos. Essa reforma na educação é algo extremamente complexo e delicado. Algo que não se faz de uma hora pra outra como a aprovação de leis pelo Senado. É nisso que consiste o principal motivo, os benefícios só seriam sentidos a longo prazo. E como sabem, o Brasil não é país de esperar. Todos, querem ver agora, hoje, já!

sábado, 10 de outubro de 2009

Um jogo pra história

O vento havia soprado em uma direção diferente naquela tarde, talvez antecipando o que aconteceria.
O calor se fazia sentir de maneira desconfortável naquele lugar cheio.
Procuravam apenas uma mesa livre pra se divertirem um pouco.
Então, dois caras perguntaram se queriam jogar com eles. Aceitaram de bom grado.
O jogo começou complicado para eles, algumas bolas presas, jogo truncado.
Enquanto isso os dois adversários estavam matando todas com certa facilidade, eu diria.
Em um verdadeiro massacre, só restara uma bola para os adversários enquanto havia ainda várias bolas para os bons amigos.
Jogando o seu jogo com humildade, um dos amigos tentou matar uma bola aparentemente fácil e errou.
Os adversários zombaram dele de maneira imprudente.
Talvez tenha sido exatamente nessa hora que o ventou soprou.
Não se sabe se foi sorte, ousadia, ou competência. Talvez tenha sido as três coisas.
O que dizem é que as coisas aconteceram exatamente assim:
Estava na vez de um dos amigos. A bola dos adversários estava na boca, pronta pra cair. Ele então, em um ato heróico mirou sua própria bola na bola do adversário. Batendo com força no bolão ele acertou em cheio o seu 10, que acertou em cheio a bola do adversário jogando ela pra longe da boca.
A partir daí, muito se fala e pouco se conhece.
De forma resumida e bastante simples, para que não haja nem excesso nem falta de verdade, as bolas começaram a descer e os adversários não conseguiam matar sua única bola. Até que os amigos os alcançaram.
Só restava uma bola na mesa. E era a vez dos adversários. Eles eram bons, nisso todos concordam. Seria fácil para eles matarem aquela bola da forma como estava. Um momento de concentração em que o tempo parou... E um erro "fraudinha", por assim dizer.
Os adversários não só não mataram a bola, como deixaram ela na boca.
Os amigos então mataram a bola, mostraram a força da raça e entraram pra história da sinuca da UFG.
Um dia os filhos dos nossos filhos lembrarão dessa tarde,
em que o vento soprou em outra direção.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um pouco da minha visão sobre algo que amo: A arte.

É preciso respirar a inspiração necessária para a criação de algo grandioso.
Mas pouco adiantaria se só houvesse um criador.
A maravilha da obra não está completa sem a observação de ao menos um expectador.
Esqueçam as velhas opiniões formadas, que o diabo carregue os críticos, meros repetidores de velhas frases de efeitos. Digam aquilo que sintam, nenhum estudo sobre a arte é mais sincero do que as sensações que ela provoca. Podem procurar saber do autor o que ele quis que aquilo fosse, ou como pensou em construir tal. Mas desde já saibam que será só mais uma opinião, porque a obra ganha autonomia e liberdade assim que concluída.
O autor é um mero concretizador que empresta o talento para que o que está dentro de cada ser humano ganhe vida e possa ser apreciado.
Não há limites para a criatividade, para o talento e para a ousadia.
Se um dia ouvirem de alguém que tudo foi inventado, acerte um soco nesse alguém. É claro que não concordarei com isso pois sou a favor de Voltaire, mas lembre-se que você não.
E que o ser humano continue a ser uma fonte inesgotável de criação, que vários artistas façam com que pessoas se emocionem, que pessoas se irritem, e que pessoas riam até que lhes doa a barriga.
Um brinde à arte!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Borboletas roubadas

É engraçado como alguns minutos podem significar um período inteiro de nossas vidas. Talvez, no fim das contas, quem estava certo era aquele cientista irreverente da imagem da língua pra fora. O tempo realmente é muito mais complexo do que podemos constatar em um relógio.
E foi nessa complexidade que ele se encontrava. O Ele pode ser o seu amigo Junior, ou a sua prima Renata. Não importa. Poderia ser qualquer um, em qualquer lugar, de qualquer época. Mas era ele, e era naquele momento.
Suando frio, começou a analisar a situação. Nunca imaginou que algo daquele tipo poderia acontecer. Onde estavam, cadê aquelas preciosidades que tanto admirava? Estava tudo muito escuro, o frio era de machucar a pele.
Correu desesperadamente entre as árvores, olhando tudo o que poderia ser anexado ao campo da visão como que implorando por alguma ajuda. Mas ela não veio.
E ele correu o quanto pôde, talvez até mais do que pôde. A ciência explica essa quebra na barreira do limite diante de situações de extremo pavor e/ou excitação. Os efeitos da adrenalina são incríveis!
Logo, e entendam logo como uma expressão utilizada para demonstrar uma noção de tempo de quem narra algo de fora, começou a chover. Uma chuva grossa e pesada. Tudo ficou tão difícil, tão complicado. Ele sabia que não haveria escolha, que nada mais adiantaria.
Ao invés de parar, acelerou a corrida, e bateu em várias coisas da natureza, coisas pesadas, coisas cortantes, coisas pegajosas. Mas não parou, apenas correu. Correu até sair do meio das árvores, para um lugar aberto que dava em um penhasco aparentemente sem fim. E sentiu o vento, e começou a gostar do frio. E teve vontade de tomar um novo banho de chuva, talvez no verão.
Correu para o abismo, como se houvesse uma ponte invisível e, quando chegou para uma corrida sem superfície, nada mais poderia acontecer em um planeta regido pela gravidade, pulou como uma criança que pula na piscina da casa nova. Sorriu antes que a escuridão o cobrisse. Não sabia onde estava indo, mas não seria pior do que havia deixado para trás, simplesmente porque não poderia viver sem elas. Esse pequeno momento, poderia ter sido usado para contar uma vida inteira.
Não haviam borboletas por perto, nem mesmo uma.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Felicidade instantânea

De repente vem uma vontade louca de ser feliz. Você não está mais aí pra nenhum problema, porque tudo parece resolvível e não tem mais aquela importância.
Você só quer curtir a vida, aproveitar cada instante, estar com quem gosta, rir demoradamente...
E quando essa vontade vem, não deixe de aproveitar.
Se não quer fazer algo, não faça. Se estiver com medo de fazer algo, faça.
Entre em contradição, saia da rotina monótona de terça à tarde.
Não importa do que se trate, não importa o quão importante seja.
Não perca essa vontade de ser feliz!
A vida é um presente que você deve agradecer vivendo.
Viver é um obrigado. Talvez o mais sincero.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Jangada

Nos olhos as lágrimas descem desenfreadas.
O coração está machucado, apertado, sufocado.
Não é hora para a razão. O sentimento é tão forte, tão intenso, que só existe ele.
Dor. Tristeza. Somos tão pequenos no final das contas.
Incapazes de domar o próprio destino.
Ah se pudéssemos... Se fossemos tão forte quanto julgávamos.
A verdade é que estamos à deriva nesse mar tempestuoso chamado vida.
Às vezes temos a impressão de que não suportaremos o agora.
Mas logo o mar se acalma, o sol reaparece mostrando que continua a brilhar e, quem sabe, avistamos uma terra firme logo à frente.